Dor de amor

amor

A menina, coitadinha, chorava e soluçava num cantinho do metrô. O amigo ao seu lado tentava dizer mil palavras de consolo, mas nada que acalmasse aquele coração despedaçado. A moça que observava de longe ficou quietinha, vendo aquele chororô e lembrando-se dos últimos anos da sua vida. Vai e volta, bate-boca, sexo de reconciliação, lua-de-mel, frustrações, choros histéricos em lugares públicos, noites e noites em claro em companhia das lembranças e lágrimas infinitas.

Ah, menina levante tua cabeça, não chore assim, vá. Uma mocinha tão bonita derramando lágrimas por um moço tão babaca. Não pode não. Ele traiu, você chorou, mas já passou. Vamos lá, lave o rosto, veste uma saia Continuar lendo